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9 de outubro de 2010

Tramontina

Não havia no povoado pior ofício do que 'porteiro do prostíbulo'.
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de ideias,  criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, senhor. - Balbuciou - Mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida  inteira, não sei fazer outra coisa. - Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?
Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.
Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra.
E assim o fez.
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ... já que.. 
 - Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
 - Se é assim, está bom.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens  mais próxima está a dois dias de viagem sobre a mula.
- Façamos um trato - disse o vizinho.
Eu pagarei os dias de ida e volta  mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias.... aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou.
No seu regresso, outro vizinho o  esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo.
Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem,  mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras.
Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora.   E nosso amigo guardou as palavras que escutara: 'não disponho de tempo para viajar para fazer compras'.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido.
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.
A notícia começou a  se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam  encomendas.
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois,  comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira  loja de ferragens do povoado.
Todos estavam contentes e compravam dele.
Já não viajava, os fabricantes  lhe enviavam seus pedidos.
Ele era um bom cliente.
Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos.
E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc ...
E após foram os pregos e os parafusos...
Em poucos anos, nosso amigo se  transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado.
Nela, além de ler e escrever,  as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse: - É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou  analfabeto.
- O Senhor?!?! - Disse o prefeito sem acreditar.
O senhor construiu um  império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado.  Eu pergunto:
- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder. - Disse o homem com calma.
Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO!!!

História verídica, contada por um grande industrial chamado: Tramontina.


7 de março de 2010

Oprah Winfrey


 
imagem by www.etonline.com 

Estrela do talk show de maior audiência na história da televisão mundial, a apresentadora Oprah Winfrey, de 56 anos, foi uma menina pobre, gorducha e rejeitada, que resolveu enfrentar o destino com muitos sonhos na cabeça e nenhum centavo no bolso. Conseguiu. Terceira celebridade mais rica do mundo (perde apenas para o ator Mel Gibson e o jogador de golfe Tiger Woods) é considerada uma das personalidades mais influentes do século 20, ao lado de Martin Luther King, Charlie Chaplin e Picasso.

Uma espécie de diva da sociedade americana, seu The Oprah Winfrey Show é o mais assistido do mundo (distribuído em mais de cem países, incluindo o Brasil) há mais de duas décadas. Tudo porque ela trata banalidades e temas polêmicos com a mesma emoção e envolvimento de quem bate um papo entre amigos. "Consigo me comunicar com tantas pessoas porque sou igual a todos e não faço segredo disso. Tive uma infância complicada, fui violentada, batalhei muito, relacionei-me com homens que me fizeram mal, vivo fazendo dieta e não tenho vergonha de declarar tudo pessoalmente", conta sem titubear.

CINDERELA DE ÉBANO

Oprah Gail Winfrey nasceu em 1954, em Kosciusko, Mississippi, Estados Unidos. A mãe, uma garota de 18 anos, engravidara casualmente do militar Vernon Winfrey. Tão logo se recuperou do parto, a jovem abandonou o bebê na porta da casa do amante e sumiu. Oprah foi criada com mãos de ferro pela avó paterna. Aos três anos era tão precoce que recitava versinhos na igreja e aprendeu a ler sozinha. Mas apesar de esperta e comunicativa, foi rejeitada por ser obesa e ter uma inteligência acima da média. Excluída, sem amigos, mãe e pai, e sem brinquedos, buscou alento nos livros e nos estudos da Bíblia. Entediada com a mesmice do jardim da infância, escreveu uma carta pedindo à professora para pular aquela etapa porque "não se sentia à vontade com as colegas da sua idade". Meses depois, a gordinha de pés descalços saltou da pré-escola à terceira série primária. "Sou o que sou porque era obrigada a ler todos os dias e me agarrei aos estudos", revela a dama da TV, que só usou o primeiro sapato aos seis anos, quando foi morar com o pai.

No entanto, a severidade do militar e a volta repentina da mãe - que apareceu para buscá-la - assustaram a menina, que fugiu de casa e foi morar com uma tia. Lá, com apenas nove anos, a estrela foi estuprada pelo primo, que passou a molestá-la a partir dali. Aos 14 anos, grávida e sem rumo, aceitou morar com a mãe. O bebê morreu uma semana depois do nascimento. Revoltada, passou a cometer pequenos furtos dentro de casa e foi mandada para um reformatório, de onde logo foi expulsa.

Sozinha, mas cheia de esperança, resolveu mudar o rumo de sua vida. Abraçou os estudos e ganhou uma bolsa num colégio particular freqüentado por jovens brancos e ricos. Atacada pelo preconceito, respondia às chacotas usando seus conhecimentos. Tornou-se popular pelas notas, a simpatia e a determinação. Nessa época, venceu um concurso cujo prêmio era visitar uma rádio local. Lá, os diretores se encantaram com a voz dela e deram-lhe uma chance.

DAMA DA COMUNICAÇÃO

Aos 17 anos, Oprah era repórter de rádio em Nashville e estudava Comunicação Social e Artes Performáticas. Indecisa entre o jornalismo e o teatro, dividia o tempo entre a rádio, a universidade e as aulas de interpretação. Talentosa, foi para a TV ser âncora de um noticiário e ficou conhecida como a primeira apresentadora negra a comandar um telejornal. Em 1976, passou a co-apresentadora de um quadro de entrevistas em Baltimore e formatou seu estilo de entrevistar.

Dez anos mais tarde, uma grande emissora convidou-a para salvar um programa de baixa audiência, o AM Chicago. Ela fez tanto sucesso que, em menos de um ano, o canal foi obrigado a mudar o nome da atração para The Oprah Winfrey Show e, atendendo aos pedidos, teve que veiculá-la em rede nacional. Afinal, todos queriam saber quem era aquela negra bonita e inteligente que falava com a sabedoria de uma anciã e a cumplicidade de uma irmã.

Ganhadora de inúmeros prêmios, entre eles o Emmy de melhor apresentadora, a jornalista que amava atuar foi convidada por Steven Spielberg para participar de A Cor Púrpura. Talentosa, ela brilhou na pele da sofredora Sofia.

BATE-PAPO NO SOFÁ

Hoje, 20 anos depois, Oprah forma opiniões e fala o que lhe vem à cabeça. Num programa em que conversava com mulheres que tinham engravidado dos próprios pais, ficou tão furiosa ao entrevistar um dos criminosos que o chamou de verme. Em outra ocasião, viajou até a Geórgia para visitar Forsyth Country, uma cidade que não permitia a entrada de negros. Discutiu fervorosamente com os envolvidos e sua reportagem desencadeou manifestos anti-segregacionistas no mundo inteiro. Meses depois, um especial sobre a Ku Klux Klan impulsionou a luta pelos direitos civis nos anos 90. "Não posso mudar as pessoas, mas posso expô-las ao que de fato são.”

Com a mesma desenvoltura, recebeu Michael Jackson em seu sofá e perguntou se o astro era virgem. Também indagou se Whitney Houston apanhava do marido e como Hillary Clinton se sentia com a traição do então presidente Bill Clinton. Com exceção de Jackson, todos abriram o coração. Whitney disse que era ela quem batia no marido e a primeira-dama considerou o caso de Clinton uma fraqueza. Mas não são apenas os convidados que fazem revelações no talk show, a apresentadora também. Durante um debate sobre drogas, por exemplo, ela contou que foi viciada em craque. Em outro episódio, confidenciou comer compulsivamente e que certa vez devorou 12 hot-dogs de uma vez.

Noiva do empresário Stedman Graham, a todo-poderosa da TV é capaz de manipular a sociedade americana com uma simples frase. Basta comentar que gostou de determinado livro, para a obra esgotar no dia seguinte. Durante a "crise da vaca louca" nos anos 90, disse que tinha medo de comer carne bovina contaminada e que passaria a consumir só frango. Milhares de americanos deixaram de comprar hambúrgueres, que empacaram nas lanchonetes fazendo a indústria do gado mover um processo contra Oprah, que ganhou a causa.

7 de setembro de 2009

Thomas Edison


"Numa noite, em 1914, o laboratório do gênio inventor Thomas Edison pegou fogo, transformando em cinzas anos e anos de registros sobre novas descobertas. O local valia mais de US$ 2 milhões, na época, e não tinha apólice de seguro. Segundo relatos, no auge do incêndio, enquanto os bombeiros tentavam atarantados apagar o fogo, Charles, filho de Edison, corria à procura do pai, que costumava trabalhar nas madrugadas. Encontrou-o olhando serenamente a cena, os cabelos grisalhos de seus 67 anos refletindo o vermelho das chamas. “Filho”, ele disse, “existe um grande valor num desastre como esse. Todos os nossos erros são queimados. Graças a Deus, agora podemos começar tudo de novo”. Thomas Edison, de fato, recomeçou. Até o incêndio tinha passado três anos tentando inventar o toca-discos. Três semanas após o desastre, ele chegou lá."

Texto extraído da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios – junho/2008 e imagem retirada daqui!