2 de outubro de 2009

Tsunamis Individuais

Um acidente ou uma doença que nos torna incapazes de continuarmos desenvolvendo nossas atividades rotineiras, a notícia de uma gravidez precoce, o bebê que nasceu portador de uma necessidade especial, o filho que decide sair debaixo das nossas asas e segue seu caminho longe do alcance dos nossos olhos, a perda do emprego, uma traição, o vazio e a solidão da separação, a idade que chega e traz com ela suas dificuldades e limitações, a morte de alguém querido ou a morte de nós mesmos quando em profunda depressão são tempestades que nos atingem e fazem com que, muitas vezes, percamos a fé; fé em nós mesmos! Classifico esses acontecimentos como “tsunamis individuais” porque eles nos dão as mesmas possibilidades de reação que um Tsunami real dá às suas vítimas, porém em escalas diferentes, é óbvio!

Diante dos momentos mais difíceis da minha vida, penso assim: “Isso veio até mim, assustou, lavou, destruiu, matou. E agora? Choro entregando-me á dor e morro em minhas lamúrias ou choro minhas perdas, seco minhas lágrimas, limpo o que restou e reconstruo a minha vida?”. E tenho conseguido ficar com a segunda opção. Especialmente, quando vejo imagens como essa registrada após o Tsunami de 2004, na Índia:

Outras imagens, inclusive essa, no NEW YORK TIMES